Rodrigo Barros, Guilherme Ribeiro and Jacques Fux

  • Havana Room 1 Broadway Cambridge, MA, 02142 United States

Literaturas e outros devaneios

RSVP aqui: http://bit.ly/PUBBoston012014

Quando: Sexta-feira, 31 de Janeiro de 2014 às 18h30
Onde:
Cambridge Innovation Center (CIC)
5o. andar, Havana Room
1 Broadway, Cambridge, MA 02142
http://g.co/maps/35nkw

OBS.: A ocupação máxima é de 100 (cem) participantes.

Nota 1: Serão servidos lanches/aperitivos.

Nota 2: Cada formulário deve ser preenchido por uma só pessoa, pois será enviado um e-mail individual de confirmação (devido à limitação de espaço).

- Programação:

18h30 – 19h00
Chegada dos participantes, avisos

19h00 – 19h20 Modernidade em ruínas: Cuba e a pintura do escombro

A tecnologia do século XX mudou a formação das ruínas modernas. O tempo, que detinha um certo monopólio na produção dessa paisagem de escombros, recebeu a concorrência dos bombardeiros e dos mísseis. Em Memorias del subdesarrollo de Tomás Gutiérrez Alea, vemos Havana a um passo de converter-se em ruínas: é a imagem do seu futuro, um futuro dominado pela expectativa e promessa da destruição atômica. Partindo dessas leituras da catástrofe, se pode avançar para ver muito da pintura cubana contemporânea como uma deriva ao fragmento, à colagem, à montagem, como forma de colocar os escombros como a imagem da cidade. Esse contemporâneo fragmentado, porém, como expressão por excelência das ruínas, é descendente da tradição pictórica e cinemática na ilha. Em certa medida, é possível dizer que adentramos a uma das definições do Terceiro Mundo. Ele não foi sequer transformado em ruínas, mas já nasceu em tal estado de catástrofe.

Rodrigo Lopes de Barros é professor de Literatura Latino-Americana pela Universidade de Boston. Doutor em Literatura Hispânica pela Universidade do Texas, Austin, possui mestrado em Teoria Literária pela UFSC. Ele investiga as relações entre literatura e etnografia, teoria da modernidade na América Latina, cinema de vanguarda e arte contemporânea em Cuba e no Brasil. É também escritor. Seus contos apareceram em jornais como O Estado de São Paulo e revistas literárias como Livro, USP. Como editor, organizou a publicação em português de diversos intelectuais contemporâneos pela Editora Cultura e Barbárie.

19h30 – 19h50 Circo e Utopia na Cultura Brasileira

A imagem do circo místico pulsa de modo vigoroso e surpreendente em diversos tempos e lugares da cultura brasileira, abrindo alas para a experiência da concepção benjaminiana de história, experiência que decorre de um tempo messiânico, ou, como afirma Agamben, um tempo vivido enquanto agora, cuja marca principal é o prazer, com toda a carga de imprevisibilidade e transformação – dionisíacas – que ele acarreta. Por vezes, assume o papel de utopia e acaba por apontar para uma comunidade marcada pela diferença e pelo contato na diferença.

Este é o caso do poema “O Grande Circo Místico”, de Jorge de Lima, e das canções que Edu Lobo e Chico Buarque fizeram a partir dele. Nesta comunicação, discutirei como o poema e as canções, em seus contextos históricos específicos, colocam em causa, com sua lógica nômade, um questionamento profundo da sedentarização e do esquadrinhamento das relações sociais vigentes na sociedade brasileira, apontando alegórica e utopicamente para um Brasil que não se enquadra nas políticas de governo do Estado.

Guilherme Trielli Ribeiro é professor de literaturas lusófonas, artes comparadas e língua portuguesa. Formou-se em Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, onde também concluiu seu mestrado, com a dissertação O ouvido armado: Murilo Mendes e a música. Fez doutorado na Brown University. É professor do Departamento de Línguas e Literaturas Românicas da Harvard University. Além do ensino, atualmente dedica-se à tradução literária e à preparação de um manuscrito sobre as relações entre a poesia de Jorge de Lima e as canções de Edu Lobo e Chico Buarque, cujo título, ainda provisório, é Circo e Utopia na Cultura Brasileira.

20h00 – 20h20 Parabelo: uma performance das veredas do Sertão

Proponho construir uma performance literária com intuito de interpretar, discutir e entender as releituras de Tom Zé, José Miguel Wisnik e Rodrigo Pederneiras do Grande Sertão: Veredas performadas na peça do Grupo Corpo Parabelo.

Jacques Fux é pesquisador visitante na Universidade de Harvard e pós-doutor pela Unicamp. Doutor em Literatura Francesa pela Universidade de Lille e doutor em Literatura Comparada pela UFMG. Matemática, mestre em Computação é autor dos livros: Literatura e Matemática: Jorge Luis Borges, Georges Perec e o OULIPO (vencedor do Prêmio Capes de Melhor Tese Letras/Linguística 2011) e Antiterapias (Vencedor do Prêmio São Paulo de Literatura 2013).

RSVP aqui: http://bit.ly/PUBBoston012014

Apoio:
Consulado-Geral do Brasil em Boston

Obs.: Em caso de problemas ou dúvidas, favor enviar um e-mail para o Comitê Organizador (eventos.pesquisadores@gmail.com) constando o seu nome completo e o problema a ser reportado.